[Autores] Victor Heringer

Recentemente comprei o livro “O Amor dos Homens Avulsos” do Victor Heringer após uma entrevista que vi dele no Youtube com o Edney Silvestre. Fiquei mega curioso por ser um autor tão jovem e já aclamado pela crítica e público. Tirando “O Amor…” Victor tem mais 4 obras “quase” disponíveis:

Um livro de poesias chamado Automatógrafo (esgotado);

Um romance chamado Glória (esgotado)

Um livro em parceria com Alberto Pucheu chamado Designação Provisória (esgotado)

O Amor dos Homens Avulsos lançado pela Companhia das Letras e um conto que pode ser encontrado na Amazon, da coleção “Formas # breves”,  chamado Lígia. E é esse conto que irei resenhar!

Eu comprei o Amor dos Homens Avulsos, mas já tinha alguns livros para ler, então o deixei para Março. Mas estava MUITO curioso com a escrita de Victor, pois não ouvi nem li ninguém criticando o autor de forma negativa, portanto, resolvi baixar e ler Lígia.

Me apaixonei. Em menos de cinco minutos li e fiquei preso à escrita, aos personagens, a poesia no escrever de Victor.

aunjupaLígia fala de um rapaz se descobrindo com uma pessoa que está, digamos, se despedindo. Um homem desconfortável em sua própria pele que brinca de ser outra pessoa, mesmo fingindo não gostar. O bairro é Copacabana e não poderia ser melhor. O bairro onde tudo pode, onde a velhice é escancarada e onde a liberdade raramente cobra um preço alto.

Não imaginava o tema, não imaginava nada e talvez por isso eu tenha me apaixonado tanto. De rápida leitura e falando de um tema nada fácil, Victor nos leva a uma rápida viagem com um final surpreendente. Impossível não gostar de Lígia!

Victor merece ser relançado pela 7Letras (a editora que lançou seus dois primeiro livros), merecemos ler mais Victor. Tem três dias que  li e ainda estou emocionado. Nem preciso dizer que já estou lendo O amor dos Homens Avulsos!

Leia Victor Heringer e se agradeça após ter lido!

Abaixo, as obras e sinopses dos livros de Victor Heringer:

Automatógrafo:

Sinopse: Entre o poema anterior e o próximo poema, cabe um mundo de coisas. O automatógrafo de Victor Heringer é assim mesmo: surpreendente em sua riqueza edu6pt2vocabular e nos múltiplos sentidos que (se) despertam a cada nova (re)leitura. O autor transita pelos mais diversos estilos e lugares, às vezes enciclopédico (com fineza e ironia), às vezes meio cronista, como quando nos convida a entrar no armarinho do Seu Rios, e assim desfia personagens das mais variadas vozes e idiomas até chegar ao épico enredo da “Canção da calamidade”, retrato instantâneo de nossa contemporaneidade globalizada. Rebobinem, por favor: sempre cabe uma nova leitura, um novo poema, um próximo início para esta aventura sem fim, quando a arte sabe seguir além da palavra.

Glória:

Sinopse: Com um misto de humor e ironia quase machadianos, Glória narra a saga da coojzsefamília Costa e Oliveira e as aventuras e desventuras dos irmãos Abel, Daniel e Benjamim – um pastor, um burguês e um artista, cuja principal herança paterna foi deixá-los prontos para nunca perder uma piada. O amplo repertório de recursos estilísticos exibidos pelo autor – com algumas piscadelas cúmplices ao leitor mais erudito –, bem como o variado leque de referências mais do que literárias, aqui estão a serviço de uma prosa fluente e saborosa, narrada com o gosto de quem sabe contar uma boa história. Nessa ponte entre o século XIX e o XXI, a (meta)ficção de Victor Heringer, de Machado à internet, passando pelo café Aleph e suas figuras virtuais, vem trazer um vigoroso sopro de renovação à literatura brasileira atual. Quem ler verá.

O Amor dos Homens Avulsos:

Sinopse: No calor de um subúrbio carioca, um garoto cresce em meio a partidas deafsmdvd futebol, conversas sobre terreiros e o passado de seu pai, um médico na década de 1970. Na adolescência, ele recebe em casa um menino apadrinhado de seu pai, que morre tempos depois num episódio de agressão. O garoto cresce e esse passado o assombra diariamente, ditando os rumos de sua vida. Essa história, aparentemente banal, é desenvolvida com maestria ficcional e grandeza quase machadiana por Victor Heringer. Dono de uma prosa fluente e maleável, além de uma visão derrisória da vida, o autor demonstra pleno domínio na construção de cenas e personagens. E emociona o leitor com sua delicada percepção da realidade.

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