[Autores] Valter Hugo Mãe

Valter Hugo Mãe

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Os leitores Brasileiros tem o gosto bastante diversificado. Mas em uma coisa todos parecem concordar: É IMPOSSÍVEL SE MANTER INDIFERENTE A ESCRITA DE VALTER HUGO MÃE.

Você pode não concordar se ainda não o leu. Mas ao primeiro contato com o Autor Português, você acaba tendo duas opções: Amar ou Amar MUITO!

José Saramago , o único escritor de língua portuguesa a ganhar o Prêmio Nobel da Literatura, definiu Valter Hugo Mãe como um “tsunami linguístico”. Nascido em Angola, mas radicado em Portugal desde a infância, publicou quatro livros sem nenhuma letra maiúscula – a “tetralogia das minúsculas” -, lançados entre 2004 e 2010. Nesse período, assinava valter hugo mãe – assim mesmo, em minúsculas, em sinal de humildade literária.

“Nós costumamos dizer, em Portugal, que a melhor coisa que os portugueses fizeram foi o Brasil [risos]. Há essa ideia de que a grande construção portuguesa que deu certo – ou que tenha a possibilidade de dar certo – foi o Brasil. Uma das coisas que eu percebo no Brasil é que o brasileiro não tem consciência do quanto é próximo do português. A primeira coisa que os brasileiros falam quando chegam a Portugal é que reconhecem a gastronomia, que julgavam ser a tradicional comida mineira, mas que existe há 700 anos num determinado lugar em Portugal.”

Descobri Valter Hugo Mãe através de um resenha de A Desumanização feita pela blogueira Tatiana Feltrim. Ela fez uma Maratona 24h e um dos livros lidos foi a obra acima citada. Desde então não sosseguei enquanto não tinha um exemplar do mesmo em mãos. E olha que não foi fácil, pois os livros do autor (pelo o que eu sabia) só eram vendidos pela Amazon da Editora Cosac Naiyf e eu não tenho cartão de crédito (a Amazon só aceita cartões de crédito).

Só há pouco tempo eu descobri que alguns títulos já haviam sido publicados  pela Editora 34 e  em 2016 pela Editora  Biblioteca Azul.

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Deixarei aqui a sinopse de cada livro e um link para que você possa comprá-lo.

Lembrando que comprando através desse link você vai estar ajudando a manter esse Blog/Página/Canal.

A Desumanização

Sinopse: Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda
delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza.

Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.
Desumanização
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 Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza plástica.
Titulo: A Desumanização
Páginas: 160 páginas
Editora: Cosac & Naify (2014)
COMPRE AQUI: http://amzn.to/2kLZbtt

A Máquina de Fazer Espanhóis

Sinopse: Depois de perder a mulher, o barbeiro António Jorge da Silva passa a viver num
lar de idosos. Os quartos da ala direita dão para um jardim onde crianças brincam. Os da esquerda, reservados aos acamados, têm vista para o cemitério. Que alegrias pode a vida oferecer a alguém tão próximo de seguir esse caminho? A convivência com funcionários e
pacientes do asilo, entre eles o centenário Esteves “sem metafísica”, do poema “Tabacaria”, de Fernando sa trágica e divertida de Valter Hugo Mãe busca, na humanidade dos que padecem, materiPessoa, revela a António uma nova possibilidade de existência. Como a flor que fura o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio, a proal para louvar a vida, mesmo em suas manifestações mais ameaçadas.
deus é uma cobiça que temos dentro de nós. é um modo de querermos tudo, de não nos bastarmos com o que é garantido e já tão abundante. deus é uma inveja pelo que imaginamos.
A Máquina de Fazer Espanhóis
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A máquina de fazer espanhóis é um dos mais importantes romances contemporâneos. Surpreendente retrato da vida dos velhos, este livro fala intimamente dos fantasmas da portugalidade e da candura que, afinal, existe mesmo nos momentos mais tristes.

A vida de um barbeiro reformado é o modo de ilustrar os conceitos de família e solidão, amizade e compromisso.

Este é um livro delicadíssimo, corajoso e inesquecível.

Título: A Máquina de Fazer Espanhóis
Páginas: 264 páginas
Editora: Biblioteca Azul(2016) /Cosac Nayif (2011)
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Biblioteca Azul: http://amzn.to/2kLMcI6

O Filho de Mil Homens

Sinopse: A solidão, para Crisóstomo, é um filho que não se tem. Aos quarenta anos, o
pescador decide buscar o que lhe falta. Vai encontrar no jovem Camilo, órfão de uma anã, a chance de preencher a metade vazia, e em Isaura, enjeitada por não ser virgem, a possibilidade de ser mais do que completo. Com personagens tão excêntricos quanto humanos, que carregam suas tragédias com lirismo e ingenuidade, o festejado Valter Hugo Mãe povoa o vilarejo litorâneo onde a vida é levada com singela tristeza e a esperança do amor faz surgir uma alegria pequena, mas firme, porque construída com o possível.
O Crisóstomo disse ao Camilo: todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros.
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Raramente a Literatura universal produziu um texto tão sensível e humano quanto este. O filho de mil homens é uma obra da ourivesaria literária de Valter Hugo Mãe. Uma experiência de amor pela humanidade que explica como, afinal, o sonho muda a vida.

Crisóstomo, um pescador solitário, ao chegar aos quarenta anos de idade decide fazer o seu próprio destino. Inventa uma família, como se o amor fosse sobretudo a vontade de amar.

Sempre com a magnífica capacidade poética de Valter Hugo Mãe, esta história é um elogio a todos quantos resistem para além do óbvio.

Título: O Filho de Mil Homens
Páginas: 224 páginas
Editora: Biblioteca Azul(2016) /Cosac Naiyf (2012)
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Biblioteca Azul: http://amzn.to/2kKAaDb

Homens Imprudentemente poéticos

Sinopse: Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga
que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.
A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Para explicar que ser quem era já pressupunha mais raiz do que os troncos a servir de alicerces. Já tinha tanta pertença quanto a pedra despontando entre as madeiras do chão.

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Em Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe apresenta os personagens Itaro, o artesão, e Saburo, o oleiro, vizinhos e inimigos num Japão antigo, onde a morte e a ausência de amor servem de pano de fundo para a linguagem lírica do autor que, com sua linguagem única, tornou-se a grande voz da literatura portuguesa contemporânea.

Título: Homens Imprudentemente Poéticos
Páginas: 192 páginas
    Editora: Biblioteca Azul(2016)

O Remorso de Baltazar Sarapião

Prefácio de José Saramago

Sinopse: As mulheres assistem ao mundo como presas dos homens. A história do mundo
revela tempos em que a mulher mais não é do que um instrumento da vida do homem. Neste romance, Valter Hugo mãe torna impossível ignorar este facto.
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Criador de uma linguagem exuberante, e deitando mão à mais rica imaginação, o autor explica o amor a partir do ponto de vista tremendo do machismo. Esta é a aventura de um homem que, casando com a moça mais bonita da sua terra, se deixa corromper pelo preconceito e pela pobre tradição.

A voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só o diabo e gente a arder tinha destino. a voz das mulheres, perigosa e burra, estava abaixo do mugido e atitude da nossa vaca, a sarga, como lhe chamávamos.

Título: O Remorso de Baltazar Sarapião
Páginas: 200 páginas
    Editora: Editora 34(2014)