[Autores] Amós Óz

Amós Óz

Autores

 

Há pouco tempo atrás me deparei com o trabalho magnífico de Amós Óz.

Adquiri 03 obras do autor, estou lendo uma delas e estou apaixonado pela escrita forte e linda do mesmo.

Decidi dividir com vocês essa minha admiração e falarei das três obras que comprei.

Deixarei link para a compra das mesmas. Ao comprar com o link que eu disponibilizei você estará ajudando a manter o Blog/Canal/Página. Vamos lá?!

Breve Biografia: Os seus pais fugiram em 1917 de Odessa, na Ucrânia para Vilnius, na Lituânia e daí para o Mandato Britânico da Palestina em 1933. Em 1954 Oz entrou para o Kibbutz Hulda e tomou então o seu nome atual. Durante o seu estudo de Literatura e Filosofia na Universidade Hebraica de Jerusalém entre 1960 e 1963 publicou seus primeiros contos curtos. Oz participou na Guerra dos Seis Dias e na Guerra do Yom-Kippur e fundou na década de 70, juntamente com outros, o movimento pacifista israelense Schalom Achschaw (Peace Now); pela Solução de Dois Estados.

Fundador e principal representante do movimento israelense Paz Agora, é o escritor mais influente de seu país. Poucos autores escrevem com tanta compaixão e clareza sobre as agruras presentes e passadas de Israel. Em romances como Conhecer uma mulher (1992), Pantera no porão (1999) ou Meu Michel (2002); explora a persistência do amor durante a guerra.

A Caixa Preta

 

Que segredos pode conter a caixa preta de um avião que caiu? Revelações sobre as razões da queda, gritos de horror, ehwewovpânico, tentativas desesperadas de salvação: vestígios da catástrofe. O romance do israelense Amós Oz tem tudo isso, mas a caixa preta a que se refere o título não pertence a um avião, e sim a uma relação amorosa desfeita. Anos depois do divórcio escandaloso, a esposa rejeitada Ilana emerge das cinzas do tempo, da distância e do rancor para passar a limpo seu casamento com Alex Guideon, professor e escritor mundialmente famoso.

“Esta narrativa confunde toda a sua estratégia? Sinto muito. Você perdeu um ponto. Como foi que você me disse uma vez? Quando a batalha está no auge não há mais sentido nas regras iniciais. Em todo caso, o inimigo não conhece as regras e não age de acordo com elas.”

Com dinheiro, Alex tenta silenciar o passado que sangra. Mas as coisas mudaram. Entre ele e a ex-mulher, agora há também Boaz, filho dos dois, explodindo de juventude e violência, e Michel Sommo, o novo marido de Ilana, burocrata medíocre e fanático religioso. Todas essas vozes, com suas melodias diversas, matizadas às vezes pelos tons mais sombrios da sexualidade (ninfomania, sadomasoquismo, voyeurismo), são brilhantemente orquestradas pelo autor, que aqui se vale da clássica forma do romance epistolar. As várias primeiras pessoas revelam-se por si mesmas, em secos telegramas, bilhetes mal escritos ou longas cartas.Ao mesmo tempo, por trás de paixões pessoais tão intensas que beiram a loucura, desenha-se com precisão o complexo panorama social, religioso e político da vida em Israel nos últimos anos. Fortemente erótico, mas também engraçado e poético, A caixa preta só revela aos poucos sua sabedoria mais funda e amarga: somente a proximidade da morte e a consciência da finitude do corpo podem apaziguar as paixões. Aquilo que parecia apenas uma enlameada rede de intrigas, por meio da solidariedade que lentamente une essas personagens desgraçadas, reveste o livro de uma terrível dignidade. Além de ser inesquecível, este romance conquista algo raro – grandeza humana.

Título: A Caixa Preta

Páginas: 272 páginas

Editora: Companhia de Bolso

Link Amazon: http://amzn.to/2kPkGd2

O Mesmo Mar

xobp9me

Neste romance introspectivo e poético, as guerras, como de hábito na literatura de Amós Oz, estão presentes. Aqui, contudo, elas não são guerras de quem pega em armas, mas guerras da intimidade. Exemplo disso é o próprio Oz, que no livro aparece no papel de um escritor e faz referência a uma tragédia pessoal: o suicídio de sua mãe, quando ele tinha doze anos.
A trama acompanha o entrelaçamento de triângulos amorosos. O principal deles gira em torno de Albert Danon, um viúvo sexagenário. Seu filho, Rico, após a morte da mãe, parte para o Tibete em busca de paz interior. Durante sua ausência, a namorada, Dita, aproxima-se do sogro idoso em busca de proteção, mas a relação acaba assumindo caminhos inesperados

“Noite. A brisa sulca o jardim. Um gato, parece um gato, pisa de leve entre arbustos, sombra dentro de sombra passageira. Ele fareja ou adivinha algo que de mim se oculta. O que a mim não cabe sentir acontece lá fora, sem mim. Os ciprestes balançam de leve, negros, em movimentos tristonhos, parece, ao lado da cerca. Alguma coisa ali toca
em alguma outra coisa. Algo morre. A rigor tudo isso acontece aqui, bem diante dos olhos que observam o jardim, pela janela. Parece. Na verdade tudo isso sempre aconteceu e acontecerá. Só que pelas minhas costas.”

O mesmo mar surpreende antes de tudo pelo alto grau de elaboração literária, pela profusão e riqueza de suas formas. O enredo vai se revelando numa sequência de seções curtas, compostas às vezes no tom casual e ameno das conversas de todo dia, às vezes como parábola bíblica, fábula, sonho ou poema. O mundo em que vivem as personagens de Amós Oz é barulhento, mas o romance, paradoxalmente, cria um intimismo que convida os leitores a se concentrarem no que elas estão dizendo.

Título: O Mesmo Mar

Páginas: 272 páginas

Editora: Companhia de Bolso

Link Amazon: http://amzn.to/2kMYynt

Entre Amigos

g6queiu

Composto de oito histórias interligadas, este livro inédito de Amós Oz recria com precisão a realidade de um kibutz. Durante os anos 1950, no kibutz Ikhat, vizinho de uma antiga aldeia árabe então abandonada, israelenses de diferentes origens e idades partilham um cotidiano de trabalho árduo e dedicado.
O livro tem início com o solitário Tzvi Provizor, que se ocupa diligentemente dos jardins do kibutz, mas no tempo livre escuta o rádio e espalha com especial prazer notícias de tragédias e calamidades. E termina com os últimos dias do velho sobrevivente do Holocausto Martin Vanderberg, que acredita na abolição de todos os estados nacionais e numa fraternidade mundial e pacifista, coroada pelo uso do esperanto como idioma comum a todas as pessoas.

“Lea não gostava de contatos físicos desnecessários e de conversas desnecessárias e acreditava em princípios sólidos. Cumpria todos os regulamentos do kibutz com furiosa devoção. Tinha a convicção de que a vida de um casal no kibutz deve se basear na simplicidade”
Neste engenhoso conjunto de narrativas interligadas, em que os personagens ora protagonizam uma história, ora aparecem de relance na próxima, Amós Oz elege a fronteira como espaço privilegiado: entre o conto e o romance, entre duas gerações, entre o desejo de se decidir o próprio futuro e a missão de perpetuar um povo e sua cultura.
Nos limites do público e do privado, que a vida num kibutz torna difíceis de identificar, o arranjo particular de uma comunidade serve de palco para o desenrolar de dramas universais. Ao início de cada história, experimenta-se o pioneirismo, mas também a sensação de retorno ao conhecido que acompanha cada personagem nos anos que se seguem à fundação de seu país. Para cada passo que se dá em direção ao novo, um elemento familiar é generosamente oferecido por Amós Oz, para quem o ímpeto de inaugurar convive lado a lado com a tradição a ser mantida.
O autor busca o equilíbrio e pontua com trechos líricos uma narrativa seca, desprovida de excessos, porém rica em detalhes e simbologias, na qual tudo tem serventia.

Título: Entre Amigos

Páginas: 136 páginas

Editora: Companhia das Letras

Link Amazon: http://amzn.to/2km70JC

Existem autores que simplesmente PRECISAM ser lidos. Não deixe de ler, de ter contato com a bela obra de Amós Oz!!

kb07gnj