TAG do Orgulho – Happy Pride!

TAG DO ORGULHO GAY

Oi Galera, tudo bem?

 

Hoje eu resolvi criar esse TAG! A TAG do ORGULHO!

Já que hoje aconteceu a maior parada gay do mundo, a de SP, que enche nossos corações cheios de glitter de orgulho, resolvi fazer essa TAG onde vocês precisam listar e comentar:

3 Livros LGBT

3 Filmes LGBT

3 Músicas LGBT

Lembrando que o livro não precisa ser inteiramente gay, o filme idem, etc. Mas seria legal se vocês conseguissem falar sobre livros, filmes e músicas não estereotipadas.

 

Então vambora começar essa TAG basfond!

 

LIVROS:

Foi difícil escolher 3 livros, mas no final eu acabei chegando em um TOP 3: Tem um livro que eu já li, um livro que tenho e quero ler e um que não tenho mas comprei e tá chegando.

O AMOR DOS HOMENS AVULSOS

Victor Heringer – Companhia das Letras

Um livro tocante que tem 3 aspectos que me deixaram sem ar enquanto lia: Deficiência, Solidão e Tortura.

O livro passa em um bairro fictício do Rio de Janeiro, onde mora o personagem central do livro, o Camilo, vive com sua família na melhor casa de lá! Camilo tem uma deficiência física e vários outros pequenos problemas de saúde. Entra na vida dele o Cosme, um menino comum que começa a mexer com Camilo. Esse é um livro que vai ter resenha em breve aqui, eu o li uns 3 meses atrás e não consegui falar abertamente sobre ele ainda porque me tocou muito. Livro lindo do lindo Victor Heringer lançado pela Companhia das Letras.

 

 

 

 

RAMONA BLUE:

Julie Murphy – HarperCollins

 

Ramona Blue conta a história de uma menina cuja família é sobrevivente do Furacão Katrina. Ela é lésbica, mora em um trailer com seu pai e sua irmã e está ficando alta demais para continuar morando ali. E agora o namorado de sua irmã vai se mudar porque a mesma está grávida. Ramona vai arranjar um emprego para ajudar e nesse meio tempo sua namorada viaja e um amigo da infância retorna a cidade e Ramona se questiona sobre sua sexualidade.

 

Eu to lendo esse livro no momento, ele é escrito pela Julie Murphy, a mesma de Dumplin’ e é incrível!

 

 

QUINZE DIAS:

Victor Martins – Globo Alt

Livro do Vitor Martin, booktuber e ilustrador e parece ser lindo demais. Eu comprei, to esperando chegar e assim que eu terminar de ler farei resenha. A sinopse está abaixo:

Felipe está esperando esse momento desde que as aulas começaram: o início das férias de julho. Finalmente ele vai poder passar alguns dias longe da escola e dos colegas que o maltratam. Os planos envolvem se afundar nos episódios atrasados de suas séries favoritas, colocar a leitura em dia e aprender com tutoriais no YouTube coisas novas que ele nunca vai botar em prática. Mas as coisas fogem um pouquinho do controle quando a mãe de Felipe informa que concordou em hospedar Caio, o vizinho do 57, por longos quinze dias, enquanto os pais dele não voltam de uma viagem. Felipe entra em desespero porque a) Caio foi sua primeira paixãozinha na infância (e existe uma grande possibilidade dessa paixão não ter passado até hoje) e b) Felipe coleciona uma lista infinita de inseguranças e não tem a menor ideia de como interagir com o vizinho. Os dias que prometiam paz, tranquilidade e maratonas épicas de Netflix acabam trazendo um turbilhão de sentimentos, que obrigarão Felipe a mergulhar em todas as questões mal resolvidas que ele tem consigo mesmo.

 

Agora vamos aos filmes!!

 

PRISCILLA – A RAINHA DO DESERTO:

 

Esse filme australiano é incrível. Os atores, a história, etc. Quem não se lembra, acha que é um filme sobre Drag Queens loucas que saem fazendo viadagem pelo deserto Australiano. Mas o filme é muito mais do que só isso!

Uma Drag Queen recebe um telefonema e um convite para ir ao centro do Deserto da Australia, para um resort, fazer 3 semanas de shows todas as noites. Ela então chama seus dois melhores amigos e embarcam em uma viagem reveladora.

O filme fala sobre a complexidade do sentimento humano, como podemos co existir, gays, heteros, lésbicas, trans, etc. É um filme corajoso e sensível sobre dor, solidão, aceitação e medo. Assista sem pensar na música perfeita do Abba e Gloria Gaynor, que se tornou um hino após esse filme!

 

PHILLADELFIA:

Assim como Priscilla, foi um filme inovador que colocou os gays e a AIDS na cara da sociedade. O preconceito velado que quando confrontado, explode em forma de xingamentos e apontar de dedos. A forma como a sociedade via os homossexuais e aidéticos mudou após esse filme.

Tom Hanks interpreta um advogado brilhante que é demitido quando seus patrões descobrem que ele além de gay está contaminado com o HIV. Denzel Washington interpreta o advogado de defesa dele e é lindo ver as cenas em que ambos se abrem, passam por cima de preconceitos e se tornam grandes e leais amigos. Um filme lindo que me emociona sempre.

 

QUEER AS FOLK:

 

Agora uma série. Antes de qualquer uma das séries estereotipadas como Will & Grace, existiu Queer as Folk. Uma série onde os atores e atrizes interpretaram gays vivendo uma vida real, cheia de sexo, pegação, gírias e sentimentos que se multiplicavam.

Foi muito criticada por mostrar os gays como predadores sexuais mas acabou rendendo cinco temporadas. Começou na Inglaterra, com duas temporadas, mas os americanos pegaram a série e fizeram elevado a décima potência: muita nudez, muita cena gráfica de sexo e personagens que ficarão para sempre na memória da galera da minha idade que ficava até de madrugada para assistir os episódios no Cinemax.

 

Agora as músicas!!

ABBA:

A banda Abba é comumente ligada a cena gay e de forma errônea, eu diria. Mas existe uma música deles que mistura essa nostalgia/glamour que permeia a vida de muitos gays e lésbicas.

Ela se chama Dancing Queen. Já foi cantada por Elton John, Bono Vox, Kylie Minogue, mas a versão original é de arrepiar qualquer ser vivo.

 

GEORGE MICHAEL:

Para quem cresceu nos anos 80, teve a sorte de conhecer de perto artistas que mudaram a história da música para sempre. Michael Jackson, Madonna, Prince, e também o George Michael. Infelizmente falecido, George Michael era um Deus grego que encantava com looks, voz e talento. Ele fazia parte de uma banda, o Wham! Que fez muito sucesso e logo em seguida saiu em carreira solo. A gravadora fez dele um super mega blaster macho alpha, fazendo meninas e meninos sonharem dia e noite com ele. E então chegou a hora do segundo álbum e George se recusou a continuar posando de macho. A gravadora insistiu e então ele fez algo surpreendente: chamou as Top models do momento, e não apareceu no clipe. A música já dizia tudo: Freedom, liberdade em inglês.

No clipe George destrói 3 itens que configuraram seu look macho alpha: A jaqueta de couro, a jukebox e seu violão. Os três explodem no decorrer do clipe enquanto ele repete frases do tipo: Eu acho que há algo que vocês precisam saber/Há algo escondido dentro de mim…” HINO!

 

 

MADONNA:

Antes de ser a Rainha do Pop, Madonna era o sonho de qualquer menino. Ela não era, nos anos 80, venerada por gays. Ela era imitada por todas as meninas e os meninos pensavam muito sobre ela durante o banho, se é que vocês me entendem!

Até que Madonna amadureceu, voz e carreira, e passou a falar de assuntos urgentes: Racismo, Aids, integração com a comunidade latina e claro: HOMOSSEXUALIDADE.

Madonna não deu apenas voz as minorias. Ela mandou o mundo calar a boca e deu um megafone para que expressarem suas vozes.

E mesmo VOGUE sendo uma música sobre a cena GAY de Nova York, a música que escolho é Deeper and Deeper, do álbum Erotica de 1992. Nele, Madonna sobre um adolescente se apaixonado e descobrindo sua sexualidade. Madonna cita os pais, meio que avisando que ser gay não vai ser fácil, mas que ele deve encarar, sem medo.

No final, ela queria citar um hino gay. O Produtor disse que ela já era um ícone gay, logo deveria citar se . E assim ela faz, no finalzinho do Deeper and Deeper, Madonna canta versos de Vogue. A música tem todo um clima Disco, Studio 54 e rola uns violões flamencos no meio que tornam a música ainda mais irresistível. Madonna mostrando que é Dona da porra toda!

 

Eu espero que vocês tenham gostado e que façam essa TAG: Quais são suas escolhas? Me responde aí nos comentários!